Therapy? – Crooked Timber

Therapy? - Crooked Timber

Therapy? - Crooked Timber

Quando Therapy? começou a ganhar projeção lá pelos idos anos 90, evetualmente tentavam colocá-los no mesmo balaio do Nirvana e outras bandas que faziam aquele punk-pop do trio de Seattle. Outros ainda forçavam a barra insistindo em outro rótulo pior: sim esse mesmo – o grunge. Mas até aí morreu o Neves, porque naquela época tudo era grunge: Alice In Chains era grunge, Helmet era grunge. Enfim, todo mundo era o próximo Nirvana ou o próximo – bleh – Pearl Jam.

Eu não sei até que ponto isso chegou a atrapalhar a carreira da banda, mas eu acredito que eles foram uma das bandas subestimadas que sobreviveram áquela época. Certamente eles não lançaram um disco que tivesse sucesso suficiente para torná-los grandes o suficiente a ponto de torná-los memoráveis. Mas sempre foram uma banda que lidava com bastante liberdade com seu som e eu particularmente sempre os achei interessantes.

Até porque uma banda irlandesa que abre um disco gritando “EU VOU VOLTAR BEBAÇO E TE FODER!” (“Knives” de Troublegum, 1992) merece um pouco de atenção. Talvez só os Pogues poderiam brindar-nos com tal singela poesia.

Mas corta para 2009 e o Therapy chegou vivo até com este “Crooked Timber” produzido por Andy Gill, do Gang of Four. Temos aqui o Therapy com muito do punch do começo da carrreira, mas a mao de Gill traz uma sonoridade mais cáustica ao pós-punk da banda com uso de efeitos e dando um ritmo mais marcado ao disco. Ouve-se muito baixo distorcido com as guitarras, criando camadas e deixando um som mais “visual”. Acho que uma referência aqui seria um Killing Joke mais pop.

No fim das contas, ponha o álbum e deixe tocar. Talvez você não lembre das músicas novamente mais tarde e por isso mesmo, vai se surpreender apertando mais de uma vez o repeat do seu player.

2 Respostas para “Therapy? – Crooked Timber”

  1. Alex Maldonado Diz:

    Legal o som dos caras, não conhecia…

  2. Marcos Porto Diz:

    Lembro que o primeiro verso (!) de “Nausea”, do “Nurse” (pra mim o melhor) ficou carimbado na minha cabeça de guri: “Aqui tô eu, filhodaputa”. Era de um niilismo viciante.

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